
Data de nascimento: 08/08/1978
Estado civil: Casado
Onde nasceu: Florianópolis
Onde mora: Entre Viajens em Florianópolis e Porto Alegre.
Apelido: Bochecha (infância)
Escolaridade: 2º Grau completo
Altura: 1,74 m
Peso: 77 Kg.
Quando começou: 1984
Qual foi o incentivo: Meu pai é velejador
Clube atual: Jangadeiros
Ídolo: Torben Grael
Esportes que pratica: Futebol
Time de Futebol: Flamengo
Viagem: Sydney
Comida: Churrasco
Bebida: Refrigerante
Música: Pagode, MPB e hip-hop
Conjunto musical: Skank e Revelação
Sonho: Conquistar uma medalha olímpica
Biografia
André Fonseca, catarinense, começou a velejar no ano de 1984, incentivado por seu pai, também velejador. O começo precoce, com apenas 6 anos de idade, trouxe vantagens para Bochecha na classe Optimist. Logo nos primeiros anos ele conquistou vitórias no cenário regional e, em 1992, a consagração com o título nacional. No início da carreira, o jovem velejador já participaria de campeonatos internacionais, como Sul-Americanos e o Mundial em Mar Del Plata, no ano de 1992.
Aliado a classe optimist, surgiu outra paixão na vida do velejador. Navegando na classe oceano, Fonseca viveu desde cedo a experiência de competir com iatistas experientes, e, em 1990, foi campeão Brasileiro em Florianópolis, no barco “Seu Menino”.
O passo seguinte foi em direção à classe Snipe, pois reunia os principais iatistas do Brasil e é conhecida como o berço dos grandes nomes da vela nacional. Em 1994, logo no primeiro brasileiro, Bochecha ficou na segunda colocação na categoria júnior e classificou-se para o Campeonato Mundial Junior, ao lado do catarinense Walter Herzmann Jr. A experiência no Japão, em 1994, foi fundamental para sua primeira grande conquista, o título Mundial Júnior em 1996, na Espanha, ao lado do também catarinense, Pablo Furlan. O bi-campeonato mundial Junior, inédito no Brasil, veio em 1997, em São Paulo, ao lado do gaúcho Roberto Paradeda. Daí para frente, já na categoria sênior, o catarinense se mudaria para Porto Alegre, para treinar com seu proeiro e despontar no cenário nacional. Em 1998, Fonseca (19) e Roberto (16) foram vice-campeões Brasileiros, desbancando nomes como o de Maurício Santa Cruz, atual campeão Mundial.
O ano de 1998 também foi marcado por um novo desafio na carreira de Fonseca. O profissionalismo passaria a fazer parte da vida do velejador, pois entrava no mundo das classes olímpicas. Convidado pelo gaúcho Alexandre Paradeda para tentar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Sydney na classe 470, Bochecha iniciava uma campanha olímpica. Nesse momento existiam duas classes para competir, o 470 e o Snipe. Intercalando campeonatos e treinamentos nas duas classes, títulos surgiram de todos os lados. Logo no primeiro ano na 470, foi o vice-campeonato Sul-Americano, o 6º na Semana de Spa e o 5º na Pré-Olímpica de Sydney. Com isso a carreira disparou e o catarinense já era visto como um dos principais nomes do iatismo nacional. Em 1999, veio o primeiro título Brasileiro de Snipe, no Rio de Janeiro, e o Vice-Mundial Sênior na Espanha e, em 2000, o Bi-Campeonato Brasileiro em São Paulo, todos ao lado do gaúcho Rodrigo Duarte, amigo e proeiro que o acompanharia por muitos anos.
A olimpíada de Sydney foi a primeira participação de Bochecha nos jogos, um sonho na vida de qualquer atleta. Apesar de André e Alexandre Paradeda não ter conseguido um bom resultado, a experiência foi muito válida, mostrando suas conseqüências quatro anos mais tarde, em Atenas.
Após Sydney, a parceria com Alexandre Paradeda foi desfeita, era a hora de Fonseca dedicar-se ao timão de uma classe Olímpica. E não poderia ter sido mais difícil a classe escolhida: a 49er, barco extremamente veloz e instável. Para encarar esse novo projeto olímpico, Bochecha convidou o amigo e proeiro da classe snipe, Rodrigo Duarte para ser seu tripulante. Além de ter que aprender a navegar o novo barco, a dupla tinha pouquíssimos adversários no Brasil e a tripulação teve que ganhar cerca de 25 quilos para chegar no peso ideal. O trabalho com o treinador Paulo Ribeiro, cercado por nutricionista, preparador físico e psicólogo começou a render frutos em 2001, quando conquistaram o primeiro título nacional e o 11º lugar na Semana de SPA, um dos campeonatos mais tradicionais do calendário mundial. Daí para frente os resultados foram surgindo naturalmente, em 2002 foram 12º na Pré-Olímpica de Atenas e, em 2003, 10º. Neste mesmo ano, estiveram entre os melhores do mundo, conquistando a 9ª posição no Campeonato Mundial disputado na Espanha, quando passaram mais da metade do campeonato entre os 5 melhores colocados, conquistando o índice olímpico para Atenas.
Em sua segunda participação em Jogos Olímpicos, Fonseca já tinha a bagagem necessária para os grandes campeões. Figurando entre os melhores do mundo na classe 49er, a dupla chegou em Atenas como uma das mais velozes na condição em que o evento seria disputado, os ventos fracos, característicos da escaldante Atenas no verão. Após seis regatas, a dupla brasileira estava na segunda colocação, surpreendendo a todos no Brasil. Com o passar dos dias, mais dez regatas foram disputadas e a dupla caiu para a 6ª colocação. Apesar de não manter o segundo posto, o resultado foi excelente e despontou Fonseca como um dos principais nomes da classe 49er no mundo.
Sempre participando também de regatas da classe oceano, tripulou veleiros de destaque em regatas nacionais e internacionais. Venceu duas vezes a tradicional regata Santos-Rio, uma como timoneiro do ”Gosto D’Água” em 1997 e outra recentemente, com o “Magia”, de Torben Grael. Tripulou alternando leme e velas, o “Curupira” e o “PageroTR4”, este em uma Copa do Rei, na Espanha. E por duas vezes foi campeão brasileiro, acarretando vasta experiência na classe, o que viria ser fundamental nas etapas que seguiram.
Em 2003, Bochecha começou a disputar campeonatos em uma nova modalidade. No formato barco-contra-barco, a nova categoria abria um novo precedente para a vela nacional. No Brasil, foi organizado o Match Race Brasil, um dos maiores eventos da vela nacional, onde são reunidos os principais nomes da vela para a disputa do título. Já na primeira edição, em 2003, Fonseca foi convidado para o seleto grupo de oito comandantes que disputariam as três etapas d’aquele ano. Para 2004 repetiu-se o convite em função da classificação obtida no ano anterior, foi quando na etapa de Ilha Bela, obteve o 2°lugar e também o vice-campeonato nacional, atrás apenas de Torben Grael. No ano seguinte, em 2005, Fonseca venceu o Match Race Cup, em Porto Alegre e foi segundo colocado na etapa de Salvador e de Ilha Bela do Match Race Brasil, edição 2005.
Porém, foi no dia 19/11/2004, que o velejador foi convidado a enfrentar seu maior desafio. Bochecha foi chamado para integrar a tripulação do veleiro “Brasil 1”, primeiro barco brasileiro a disputar a regata de volta ao mundo, a Volvo Ocean Race. Bochecha foi o primeiro dos quatro brasileiros convidados por Torben Grael que será o comandante. Em uma tripulação mista de brasileiros e estrangeiros, Fonseca será timoneiro e regulador de velas. Ele também acompanhou a construção do barco, em Indaiatuba, São Paulo, onde fixou residência provisoriamente. Com a largada marcada para 5 de novembro, na cidade espanhola de Vigo, a regata passa por nove cidades e sete países ao redor do mundo. A previsão é de que a regata dure oito meses.
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